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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

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Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Acerca de colchas e coberturas

por Tiago, em 26.02.16

Não raras vezes, as covers são vistas como obras menores e pouco dignas de uma grande banda; eu gosto de olhar para estas músicas como saudáveis homenagens a bandas do passado, tantas vezes caídas em esquecimento e que são muitas vezes portas abertas para álbuns desconhecidos por mim até então.

Começando pelos Pearl Jam: são inúmeras as covers que fizeram, ao vivo e em estúdio, de nomes ilustres como Pink Floyd (Mother), Bruce Springsteen (My City Of Ruins), Neil Young (Rockin' In The Free World), Bob Dylan (Masters Of War), Beatles (You've Got To Hide Your Love Away) mas também de outros menos conhecidos como J. Frank Wilson and the Cavaliers (Last Kiss).  No entanto, a última que me surpreendeu, até porque não sou adepto dos The Who é a versão de Love, Reign O'er Me que parece ter sido escrita à medida da voz de Eddie Vedder.

Deixo também uma versão de Neil Young pelos Oasis, de uma música que também não conhecia, chamada Hey Hey My My. Aparentemente será uma música sobre Elvis Presley e Johny Rotten, sendo que o verso "It's better to burn out than to fade away" se parece aplicar à vida de ambos.

Acerca da chamada atitude

por Tiago, em 15.01.16

Uma das frases que mais define a minha personalidade e, e não vale a pena tentar suavizar, é a elegante expressão "Não sei, fodasse!". Dir-me-ão que sou um tipo um bocado rústico e sou levado a concordar; no entanto, o "Não sei" é a única resposta verdadeira que me ocorre à maioria das perguntas sérias que me fazem e o "fodasse!" é apenas um complemento que traduz a exasperação com que brindo quem expõe a minha ignorância. Serve este brutal prolegómeno para tentar explicar um bocado o que mais me fascina na recém descoberta obra dos Oasis. Tudo começou por acaso quando encontrei um concerto em Wembley ou Manchester e músicas como Slide Away ou Falling Down me chamaram a atenção para uma banda que até então conhecia essencialmente pelos inevitáveis Don't Look Back In Anger ou Champagne Supernova. 

Na verdade, a grande descoberta foi a de um grande vocalista no senhor Liam Gallagher, nome que para mim significava essencialmente tiradas bombásticas e geralmente ofensivas sobre outros colegas de profissão. Sem tirar nada do irmão Noel (veja-se por exemplo a brilhante versão acústica de Setting Sun ou The Masterplan), foi a atitude fuck off do Liam que me cativou e levou a investigar a fundo o que estes moços fizeram: tanto na dúvida optimista de Live Forever, no encanto de Songbird, no desespero de Don't Go Away ou na resignação pacífica de I'm Outta Time, os Oasis conseguem sempre pôr em palavras o que vai na cabeça de (julgo eu) muitas pessoas. E isso já não é pouco.

Acerca da fauna polar inglesa

por Tiago, em 06.10.15

Raramente concordo com o epíteto de génio amiúde aplicado aos Beatles. E de facto I am the Walrus não é uma música brilhante mas a letra absolutamente non sense encaixa como uma luva no estilo iconoclasta do senhor Gallagher.

Yellow matter custard dripping from a dead dog's eye

 

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