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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

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Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Acerca da Jangada (de Madeira ainda)

por Tiago, em 28.01.17

Apesar do meu reencontro recente com os livros de Saramago a propósito de "O Ano da Morte de Ricardo Reis", ainda não me aventurei para os lados de "A Jangada de Pedra" e creio até que o meu próximo livro deste autor será mesmo "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" que está na lista para os tempos mais próximos. No entanto, e para pessoas que vivem com a cabeça sempre a pensar em viagens e com um fascínio pela aplicação prática do conhecimento científico, os livros de Júlio Verne são um tesouro de valor incalculável.

Desta feita, foi "A Jangada" que tem em inglês o menos críptico título "Eight Hundred Leagues on the Amazon" e que conta a história de uma familía que vive numa feitoria perto da fronteira do Brasil com o Peru e que desce o rio até Belém para o casamento da sua filha. Claro que pelo meio existe a revelação do segredo que atormenta a vida, de outra forma feliz, do patriarca da família. Assim, é em Manaus, na confluência do Rio Negro com o Rio Amazonas que se desenrola grande parte da acção.

É maravilhosa a forma como Júlio Verne descreve o modo de vida de diferentes personagens na selva amazónica, o fascínio militante com os avanços científicos que na época eram feitos naquela região e ainda a maneira como consegue meter criptografia ao barulho para salvar a pele do protagonista!

Acerca do poder de uns rabiscos

por Tiago, em 26.02.13

A juntar ao poder descritivo típico da sua escrita, algumas edições das obras de Júlio Verne têm ainda desenhos de algumas das peripécias vividas pelas personagens. O meu exemplar de 5 Semanas em Balão (proveniente de uma colecção promovida pelo Correio da Manhã, quem diria) tem algumas ilustrações dignas de nota; não sei se são da autoria do escritor ou de um outro colaborador mas são de facto impressionantes. Em particular, a imagem do criado Joe, nas margens do lago Chade, desesperado para se fazer notar aos seus companheiros que o procuram incessantemente.

Na mesma viagem que lança os protagonistas nesta peripécia, os viajantes passam por Timbuktu, a mais misteriosa e lendária cidade do continente africano. Apesar de a minha edição não conter qualquer desenho alusivo a este episódio, encontrei esta imagem que se enquadra perfeitamente no estilo da anterior, pelo menos no meu entender de leigo em matéria de desenho, pintura e artes plásticas em geral. O enigma em torno da cidade era de tal ordem que foi oferecida uma recompensa de 10.000 francos para o primeiro explorador a visitar a cidade. Em 1828, o francês René Caillié tornou-se o primeiro a atingir Timbuktu, disfarçado de muçulmano, e a regressar vivo para contar a história. Não tinha sido melhor ter ido de balão?

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