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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

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Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Acerca da descoberta do fado

por Tiago, em 03.05.15

Impressionante como uma letra relativamente simples reflecte algo que vejo por vezes em pessoas mais velhas, vencidas ou pelo menos resignadas com a vida. É um fado da Amália Rodrigues, com letra de Silva Tavares, chamado "Que Deus Me Perdoe".

Se a minha alma fechada
Se pudesse mostrar,
E o que eu sofro calada
Se pudesse contar,
Toda a gente veria
Quanto sou desgraçada
Quanto finjo alegria
Quanto choro a cantar...

 

Acerca da genética do fado

por Tiago, em 02.01.15

Cada vez mais me convenço que existe em cada português algo que o atrai inevitavelmente ao fado. É um fenómeno que provavelmente se pode explicar pelo condicionamento que sofremos desde pequeninos, especialmente agora que o fado está definitivamente na moda, com a música a passar nas televisões bastante amiúde.
Mas a um nível mais inconsciente, há algo no fado que me deixa especialmente triste, nostálgico e com saudades de um Portugal, ali de meados do século XX, que provavelmente nunca existiu senão na minha cabeça; a Lisboa dos filmes do Vasco Santana é se calhar a melhor aproximação existente.
Não se pense com toda esta conversa que sou um grande apreciador do género; dizia alguém que sendo uma música tão crua, é frequentemente má porque exige momentos de inspiração quase divina ao intérprete. Talvez seja esse o meu problema com o fado. Contam-se pelos dedos das mãos (literalmente) os fados de que gosto. Mas esses de facto enchem-me as medidas.

Ó desventura, ó saudade,
Causas da minha inconstância

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