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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Acerca da importância pegar num livro

por Tiago, em 04.04.16

Churchill cared little for obtuse political or social theories; he was a man of action: state the problem, find a solution, and solve the problem. For a man of action, however, he was exceptionally thoughtful and well read. When serving as a young subaltern in India, he amassed a private library that included Aristotle’s Ethics and Politics, Plato’s Republic, Schopenhauer on pessimism, Malthus on population, and Darwin’s Origin of Species. Reading, for Churchill, was a form of action. After a lifetime of reading—from the sea-adventuring Hornblower novels to the complete Shakespeare and Macaulay—he possessed the acumen to reduce complex intellectual systems and constructs and theories to their most basic essences.

Acerca da insularidade britânica

por Tiago, em 15.02.16

Numa altura em que se tem debatido bastante o Brexit, o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia e as cedências negociais que David Cameron tenta usar para defender o "Sim", parece existir um pouco a ideia de que uma UE sem UK seria algo vazio de sentido. Embora fosse sem dúvida um enfraquecimento enorme dessa coisa anacrónica, amorfa e idefinida que dá pelo nome de política externa europeia, importa ainda assim lembrar que historicamente o eurocepticismo é um pilar essencial da política externa britânica para quem os EUA sempre foram o seu natural e mais importante aliado. Com efeito, a única preocupação britânica sempre foi impedir uma posição estratégica hegmónica de qualquer uma das potências continentais, França ou Alemanha, e sempre foi esse o critério para avaliar a necessidade de intervenções militares.

No pós-Guerra, foi Churchill quem cunhou o termo Estados Unidos da Europa e envidou esforços para promover uma Europa unida que, na sua percepção, era o contrapeso mais importante para deter a ameaça comunista da União Soviética. Apesar disso a sua posição sobre a Europa nunca foi entusiástica, como o próprio admitiria:

Much later, in the House, he needed only eight words to state his position on continental Europeans and their drift toward unity: “We are with them, but not of them.

Um pouco como aquela frase que se atribui muito à esquerda intelectual sobre o povo: sempre ao lado do povo mas nunca no meio dele.

Acerca das saídas do Old Man: O Divino (parte 2)

por Tiago, em 30.01.16

Esta sequência de citações de "Defender Of The Realm" tem como tema genérico as posições de Churchill, um tipo prático e pouco dado a filosofias obtusas, face ao divino e ao intangível. Numa tirada genial, e que diz muito acerca da consideração que tinha pela ideologia dos seus aliados soviéticos, Churchill aceita a contra gosto a existência de Deus.

In a similar impish vein, he once proclaimed a proof for God’s existence “is the existence of Lenin and Trotsky, for whom a hell is needed.”

É de destacar também a sua tremenda sensibilidade a lidar com as preocupações de um arcebispo da Igreja Anglicana quanto à possibilidade dos incessantes bombardeamentos dos alemães poderem atingir os templos da cidade de Londres.

“In that case, my dear Archbishop, you will have to regard it as a divine summons.”

No entanto, e como Churchill não era um tipo dado a discriminações, guarda um semelhante carinho para o Sumo Pontífice da Igreja Católica Romana, quando confrontado com a possibilidade real dos bombardeamentos sobre Roma poderem pôr em causa a sua vida.

“I should like to tell the old man to get down into his shelter and stay there for a week.” The pope may have had friends in high places, but Churchill was not one of them.

No entanto, e agora a sério, era um homem com uma curiosidade ardente que o levava a devorar todo o tipo de livros e a extrair deles lições para a vida. Apesar disso, e como testemunha Harry Hopkins, um dos principais conselheiros de Roosevelt e amigo pessoal de Churchill, essa leitura podia ser frequentemente enviesada de acordo com as suas convicções de partida.

Hopkins said that he—Winston—only read the bits of the Bible that suited him and they were drawn from the Old Testament.

Perto da hora final, e num tradição tão cara à igreja Protestante, poder-se-ia pensar que ainda houve espaço para a conversão e salvação da sua alma; quer-me parecer que foi o caso.

“I am ready to meet my Maker,” he told friends that day. “Whether my Maker is prepared for the ordeal of meeting me is another matter.”

 Hopkins e Churchill.

Acerca das saídas do Old Man: O Manifesto Anti-Baldwin (parte 1)

por Tiago, em 20.01.16

Depois de há uns anos me ter lançado a ler a autobiografia de Churchill e despachar as 1000 e algumas páginas em poucas semanas, volto agora a minha atenção para a terceira parte da sua monumental biografia "The Last Lion", da autoria de William Manchester. Como contrapeso à História negra da 2ª Guerra Mundial, acho imensa piada a algumas saídas do "Old Man" como era conhecido pelos sombrios gabinetes do Governo Britânico.

Tal como o título do post indica, as saídas (não tenho a certeza até que ponto algumas não serão apenas mitos) são inúmeras e podem assim constituir assunto para um razoável número de posts, consoante a minha paciência. Comecemos pelo sua versão do manifesto Anti-Dantas, na pessoa do seu colega Stanley Baldwin, um primeiro-ministro conservador que antecedeu Churchill no cargo.

I wish Stanley Baldwin no ill, but it would have been much better if he had never lived (...) Occasionally he stumbled over the truth, but hastily picked himself up and hurried on as if nothing had happened.

Impossível não imaginar um sonoro pim! a ressoar na moleirinha do senhor Baldwin.

 Baldwin e Churchill.

 

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