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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Acerca do nosso perpétuo movimento de translação

por Tiago, em 15.04.15

Num cenário mais ou menos estranho, exótico e adverso para dois americanos como a cidade de Tóquio, sente-se o exacerbar da a solidão dos dois personagens principais que se cruzam numa procura de empatia, acima de tudo. O Japão parece apenas uma metáfora para estilos de vida cada vez mais solitários, tão supostamente sociais mas onde a distância entre as pessoas é sempre e cada vez maior.

As cenas em que Bill Murray telefona para a mulher e a Scarlett Johansson para uma amiga nos EUA são algo que achei especialmente real e até auto-biográfico: ter algo para dizer, não ter ninguém para escutar (apesar de se estar rodeado de pessoas) e lidar com a angústia subjacente; uma demonstração eloquente da expressão "alone in the crowd".

É impressionante a forma como o filme consegue transmitir um conjunto de ideias, principalmente através do subtexto, dos silêncios e do que fica por dizer; tudo assente na química improvável dos dois actores principais. A banda sonora é um mundo à parte com músicas dos Air, My Bloody Valentine e, especialmente, "Just Like Honey" dos The Jesus And Mary Chain. Vale a pena ver sem dúvida.

Everyone wants to be found.

 

3 comentários

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    De Tiago a 21.04.2015 às 22:57

    Obrigado pela paciência que tiveste para ler e comentar :)
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    De Honey Jade a 24.04.2015 às 04:49

    Então porque o filme te deixou a pensar bué! Se eu visse o filme assim do nada talvez não ficasse a pensar tanto. Se calhar não era essa a expressão a aplicar neste caso, mas não me lembro de mais nenhuma xD Ó, é só um pouquinho.

    “não tenho nada de jeito para dizer” sabes o que eu acho? Acho que devias deixar de ser tão modesto e começar a ser mais realista ;) mas espera que ainda não acabei: dizes que só escreves coisas desinteressantes, isso era estares a admitir que te consideras uma pessoa muito desinteressante. Achas isso bem? Eu não acho isso bem! Afinal pergunto: o que é que é ser interessante para ti? Quero saber e não fujas às minhas perguntas como fizeste já várias vezes; ah e essa do NS/NR não vale :P

    “acho que andamos cada vez mais preocupados com trabalho e afins e muito pouco com as coisas importantes” compreendo a questão de termos muito trabalho e afins, mas isso são tudo desculpas. Quando queres estar com alguém fazes de tudo para ter um tempinho, por muito pouco que seja. Isso de estarmos “demasiado tempo sozinhos em frente a um ecrã” é facilmente contornado, e tudo o que estamos aqui a falar fez-me lembrar isto: https://www.youtube.com/watch?v=GM6r4ESKMjc

    “Integração na sociedade para Tótós” anh? Então na verdade somos todos uns tótós :)
    Não tens nada de me agradecer, eu até tenho uma certa tendência para coisas "desinteressantes" por isso :P
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