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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

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Acerca de Roman Holiday

por Tiago, em 08.03.16

O fascínio pelos clássicos é algo que está sempre presente nas minhas escolhas de filmes, música ou livros. Acho sempre estranho que se possa ver, ler ou ouvir apenas o que vai aparecendo tendo em conta que é estatisticamente improvável que não exista nada melhor feito no passado; claro que isto não invalida que apareçam novos filmes, novas bandas que valham a pena mas faz-me espécie andar sempre atrás do next big thing quando existem tantas coisas boas para descobrir no passado.

Uma época de que gosto particularmente, em termos de cinema, são os anos 50/60, altura em que foram feitos alguns dos meus filmes preferidos como "Lawrence da Arábia", "A Ponte Sobre o Rio Kwai", "Os Canhões de Navarone", "Dr. Strangelove" e muitos outros. Assim, o facto de nunca ter visto um filme com a Audrey Hepburn era uma falha grave que colmatei assistindo a "Roman Holiday", protagonizado a meias com Gregory Peck, actor que já tinha visto no assalto a Navarone.

Logo nos créditos iniciais fiquei surpreendido com o facto do filme ser realizado por William Wyler que também esteve por trás de outros clássicos como "Ben-Hur" ou "O Monte dos Vendavais". Por outro lado, o argumento foi escrito em parte por Dalton Trumbo, figura em destaque pelo novo filme com Bryan Cranston, embora só tenha recebido os créditos mais tarde devido às suas supostas simpatias comunistas. Quanto ao filme em si, é a história de uma princesa entediada que, numa fuga por Roma, esbarra com um jornalista sedento de um furo que lhe permita fazer fortuna. Mais do que a história de enganos e peripécias, agrada-me aquilo que, como um absoluto leigo em cinema, definiria como uma certa elegância e sobriedade nos planos e filmagem das cenas, aproveitando ao máximo o belíssimo pano de fundo da Cidade Eterna. 

Foi o filme que catapultou Audrey Hepburn para o sucesso e reza a lenda que Peck, já um actor de sucesso em Hollywood, terá sugerido que se colocasse o nome de Hepburn junto ao seu nos créditos iniciais, com o mesmo destaque, usando o seguinte argumento: "She'll be a big star and I'll look like a big jerk". Assim pode ler-se "Presenting Gregory Peck and introducing Audrey Hepburn". Bem visto da parte do Gregory!

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