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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Acerca da opressão

por Tiago, em 08.04.13

Fitter Happier dos Radiohead é assustadora: há qualquer coisa nas notas soltas de piano e na voz do robot que remete para uma humanidade fria, sem emoções, completamente automatizada e alienada. Em termos visuais, este sentimento cortante de opressão está também presente em Pi de Darren Aronofsky onde o preto e branco, associados aos episódios demenciais e personagens sinistras construem um ambiente igualmente pesado e esmagador.

 

Acerca da hilaridade do holocausto nuclear

por Tiago, em 05.02.13

Uma comédia sobre um tema tão engraçado como o holocausto nuclear é desde logo um ponto partida de alto nível. Sendo um filme do Kubrick com o grande Peter Sellers a interpretar três personagens diferentes, é uma combinação vencedora.

“Dr. Strangelove” já era um grande nome ao qual se junta um sub-título que parece ter sido escrito por um tipo com amor à Jamaica e sob a influência de substâncias: “How I learned to stop worrying and love the bomb”.

Os vários papéis de Peter Sellers são diferentes sendo quase impossível distinguir o homem em cada personagem:

- como oficial de ligação britânico numa base aérea norte americana, a certo ponto pede a um oficial americano que dispare sobre uma máquina de Coca-Cola e retire trocos para telefonar ao Presidente dos States de modo a evitar a catástrofe. Resposta do Americano, estereótipo do militar nacionalista, apontando para a máquina: “This is private property. You’ll have to answer to the Coca-Cola company”. Uma pérola.

- como Presidente dos EUA com um sotaque meio sulista ou o raio, ao telefone com o presidente da URSS que aparentemente está bêbedo e mais preocupado com questões de educação/etiqueta do que com a ameaça nuclear.

- como Dr. Strangelove, um físico nazi ao serviço dos EUA, com uma mão que aparentemente não obedece ao controlo do cérebro e o leva a fazer a saudação romana ao presidente dos EUA e a chamar-lhe Mein Fuhrer. Deve ser algum reflexo pavloviano.

Além disso há ainda um tal de coronel Ripper, ultra-nacionalista e anti-comunista que vê toda e qualquer frase do embaixador russo como um ataque comunista à segurança nacional. Enfim, uma sátira à Guerra Fria…..feita durante a Guerra Fria.

 

Acerca da pertinência/relevância

por Tiago, em 02.02.13

Um filme com pouca história: um psicopata tem como passatempo apagar jovens senhoras, três a três, usando um carro que, lá está, é supostamente "Death Proof". No fundo, é um pretexto para um gajo esquisito fazer um filme sobre aquilo que os americanos (quem mais teria um nome específico para isto?) chamam "muscle cars".

Enfim, o filme parece um bocado descabido, a história básica e o argumento enrolado mas a música... Cumpre o princípio básico: esquecida, série C e o mais eclética possível. Esta em particular é a melhor do filme.

 

Acerca do porquê

por Tiago, em 02.02.13

Orson Welles ergueu para Charles Foster Kane uma Xanadu em representação da megalomania desmesurada proporcionada por uma vasta quantidade de capital disponível. No entanto, tal como Kane, todos morremos sozinhos; resta-nos portanto acumular ao longo do tempo tudo aquilo que for importante e marcante. Na impossibilidade de juntar aqui pinturas, estátuas e jóias, coleccionam-se músicas, filmes, livros e momentos.

 

 

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