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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

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Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

Acerca de pessoal prematuro

por Tiago, em 04.02.15

Para quem está mais desligado das lides velocipédicas, o cyclocross é uma variante do ciclismo para a época de Inverno que abunda nos países do centro da Europa, em especial a Bélgica e a Holanda. Tradicionalmente, deslocam-se famílias completas até aos circuitos, mesmo debaixo das piores condições meteorológicas do Norte da Europa, para incentivar os seus ídolos. Sim, ídolos! Na Bélgica um ciclista profissional está ao nível de qualquer futebolista do Benfica em Portugal ou do Real Madrid em Espanha. Quanto aos circuitos, esses podem passar pelas florestas das Ardenas, as aldeias mineiras do Norte de França, as históricas praias da Normandia ou até por segmentos do circuito de F1 de Spa. A única coisa em comum, para lá dos milhares de fãs à beira das "estradas" com um copo de cerveja na mão, é a lama. Muita lama, água, gelo, areia, para lá de outros obstáculos artificiais como escadas, troncos e tudo mais que possa servir para testar a técnica, bravura, explosividade e inteligência dos ciclistas.

Este post vem algo a despropósito no sentido em que a época está a terminar e as estrelas se estão a preparar para entrar em graus diferentes de hibernação até ao próximo Outono; no entanto, o final de Janeiro é marcado pelos Campeonatos do Mundo. Para lá da derrota da crónica campeã Marianne Vos nas elites femininas, o facto que merece maior destaque é a idade dos corredores que compõem o pódio dos elites masculinos: o "veterano" Lars Van der Haar (23 anos) em terceiro, o belga Wout Van Aert (20 anos) em segundo e o holandês Mathieu Van der Poel (20 anos) no lugar mais alto. O próprio vencedor da corrida de sub 23 é mais velho que os dois mais fortes corredores deste ano!

 Van Aert a caminho da prata.

 

Apesar de tão provectas idades, o resultado não é surpreendente na medida em que reflecte aquilo que se passou durante a temporada com o embate constante entre os dois corredores nas corridas mais importantes. Entre a técnica elegante de Van der Poel e a força bruta de Van Aert pode estar o futuro do cyclocross na próxima década, com muito poucos corredores a conseguirem colocar-se por meio destes dois talentos. Seria interessante vê-los a fazer a transição para a estrada onde é sempre difícil perceber onde encaixar estes ciclistas: a técnica está lá mas o motor por vezes falha porque são corredores formatados para corridas de uma hora com intensidade máxima, bem diferente das provas típicas de estrada, talhadas para testar a endurance. Talvez as clássicas este ano possam dar mais pistas com os resultados dos ex-campeões do Mundo de cyclocross Lars Boom e Zdenek Stybar...

 Van der Poel com a camisa arco-íris de Campeão do Mundo.

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