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Zanadu!

Crónicas de Timbuktu, Trevim e Lisboa (nos melhores dias)

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Acerca das viagens de Twain: Incorrecção Política

por Tiago, em 07.02.15

E para finalizar esta série de recortes do livro "A Viagem dos Inocentes", fica um conjunto de excertos que, nos dias de hoje, implicariam a crucificação imediata de Mark Twain na praça pública tendo em conta que fogem ligeiramente ao politicamente correcto. Comecemos então com algumas observações sobre as singulares atracções das grandes cidades europeias.

Se querem ver toda uma gama de deficientes sortidos, há que ir a Napóles ou viajar pelos Estados Romanos. Mas se quiserem mesmo ver uma autêntica colmeia, quer de estropiados quer de monstros humanos, então vão directamente a Constantinopla. (...) Os deficientes europeus são uma ilusão e uma fraude. Os verdadeiros talentos brotam apenas nas vielas de Pera e Istambul.

Noutro âmbito, mais anotações simpáticas sobre os povos estrangeiros e o aperfeiçoamento da pessoa humana.

A moralidade dos gregos, turcos e arménios consiste apenas em ir regularmente à igreja nos dias santos e em quebrar todos os dez mandamentos ao longo da semana. A mentira e a aldrabice são coisas que lhes vêm naturalmente, e que depois vão trabalhando até atingirem a perfeição.

Sobre o que fazer em face do perigo (claramente numa fase pré-Chuck Norris da cultura americana).

- Beduínos!

O meu primeiro impulso foi o de correr para a frente e aniquilar os beduínos. O segundo foi correr para trás para ver se havia alguns daquele lado. Segui o segundo impulso.

O autor impressionado com a eficácia da missão cristã de conversão dos povos bárbaros ao Espírito Santo.

Fez o que pôde [a Igreja] para os convencer a amá-Lo e a adorá-Lo; primeiro, torcendo-lhes os polegares nas articulações com uma turquês; depois, beliscando-lhes a pele com tenazes - tenazes em brasa, que são as mais confortáveis no tempo frio; depois, esfolando-os vivos um bocadinho e, finalmente, grelhando-os em público. Conseguiam sempre persuadir os bárbaros. A verdadeira religião, quando bem ministrada, como o fazia a Madre Igreja, traz um imenso consolo.

Para terminar, Mark Twain como profeta das realidades geopolíticas do século XXI.

A Grécia é um deserto lúgubre, de cenho cerrado, e, aparentemente, sem agricultura, indústria ou comércio. É um mistério como sobrevive o seu povo miserável, ou o seu governo.

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